quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Jux Adventures presents: Jux in Europe - part 1 - Paris

Eu já falei em deslumbrância?

Dia 16.09.07 - Paris - Casa do Benja

Versailles.

Se eu náo estivesse contando coisas pra vcs, eu nem precisaria falar mais nada, porque só o nome me traz memórias que eu nunca vou esquecer... (tá, Lucien, pode rir)

Cara, o Luis XIV era um cara que sabia como viver. Deve ter sido legal ser ele, até os outros caras lá tomarem o poder e decapitarem o pobre, né. Pobre nào. Rico. Ziliardário. Quem tiver oportunidade, vai no google earth e procura Château de Versailles. O lugar é gigante. É uma cidade inteira. Tem um prédio de 3 andares que ocupa um quarteirão inteiro no qual só os empregados moravam. O castelo, à primeira vista, é grande. Mas as segundas, terceiras, quartas só acrescentam, em tamanho e beleza... O lugar é SINISTRO! Nem entramos, tinha que pagar 11 euros. Fomos aos jardins, onde ficam as fontes. Fomos também nas terras da Maria Antonieta, que sáo uma parte de Versailles. São jardins maravilhosos... E a todo tempo eu pensava como era fazer parte da corte e viver num lugar daquele. Fiquei me imaginando com aqueles espartilhos e milhares de saias, com uma sombrinha, chegando à janela e pensando "Faz uma bela manhã de sol hoje, acho que vou dar um passeio pelos jardins..."
Pra vcs terem uma ideia, levamos duas horas pra ir da entrada ao canal central e de volta, excetuando a meia hora que andamos de barquinho pelo tal canal. E olha que não andamos até o final. Nem perto. E nem passamos por todos os sub-jardins do jardim.
Em uma palavra, apoteótico. Como eu e a Dani comentamos, nada mais "Voilà" que aquilo. Sim, porque tudo em Paris é assim. Você anda por uma rua e Voilà!, uma igreja medieval. Vira a esquina e Voilà!, um arco gigante no meio da avenida principal... Parece que tudo lá foi feito pra impressionar, e o castelo de Versailles parece ser o ápice disso.
Deve ser por isso que todo francês é blasè. Você olha no metrô e todo mundo com aquela cara lambida. Pra náo morrer de ataque estético, eles devem criar essa proteção...
Fizemos pic nic no gramado, andamos de barquinho... Foi espetacular, o dia estava ensolarado, genial!
O chato foi eles venderem pra gente ingresso para os jardins com direito a show. Quando vimos o tal do show... Simplesmente as fontes eram ligadas. Show das águas, com direito a umas musicas tocando... Era até legal, mas show? hm... um pouco demais.
De lá, pegamos o trem de volta, enfrentando as duas horas, quase, de viagem. Ainda tivemos pique de visitar a catedral de Notre Dame. No caminho da estação à catedral, vários artistas de rua, tocando pianinho e cantando... Infelizmente a última fila para visitar o telhado da catedral fechou exatamente na nossa vez. Deu pra conhecermos o interior, que também é Voilà! Enorme, sombrio, bem no clima opressor da Idade Média. Fazer o fiel se sentir esmagado pelo tamanho de Deus e humilhado em sua pequeneza...

E aí vocês me perguntam: e o gato? Passamos o dia inteiro tentando náo pensar nele. Mas toda hora surgia um comentário... "Gente, será que o gato voltou?"
Pois então... chegamos ao apartamento, abrimos o portão da rua... E lá estava o bicho! No meio do pátio! Olhei aquilo ali, saí gritando e pulando "Gaaaaaaaaaatiiiiiiiiinho!" O bicho saiu correndo assustado... Aí parei né... Vai que ele foge de vez. Felizmente ele devia estar com fome demais e náo fugiu. Subiu conosco e lá o trancamos para que não pudesse mais sair... (mas isso é a história de amanhã)

Jux Adventures presents: Jux in Europe - part 1 - Paris

Deslumbrância!

Dia 15.09.07 - Paris - Casa do Benja

Fui dormir mega-tarde ontem. Eu assumo. Sou mesmo viciada em internet.

Minha mãe deve ter sorrido ao ler isso! hahah

Mas não, acho que não é internet. É no meu namorado. Tenho tentado conectar todo segundo disponível pra falar com ele... Ti romântico!
Mas poxa, tem sido estressante não falar nada de francês. Já sinto falta dele, saber que ele poderia estar me ajudando aqui ele fala, pra quem ainda não deduziu) só piora...

Mas então, aventuras do dia! Hoje a chefe da dani chegou a Paris. Decidimos, já que o dia estava nublado, não subir a Torre Eiffel. Íamos direto ao Louvre. Como era "perto" da casa do Benja, fomos andando. Mal sabíamos que isso condenaria nosso passeio... Depois de algum tempo andando e a tentativa frustrada de comprar uma câmera, chegamos ao museu. E, havia dito, era embasbacante! Por fora você tem uma idéia da loucura que é aquilo. É enorme! como eu jáE é sinistramente lindo! Eu sou suspeita pra falar, sou viciada em estilo neo-clássico... Mas o tamanho da estrutura e pensar que ali dentro estão algumas das maiores obras de arte da história do mundo ocidental... É no mínimo impressionante. As salas são majestosas, com afrescos maravilhosos, muito rococó, tia Marcia vai amar! Além disso, tem as obras. É bobo ficar descrevendo, entáo vou é falar mal. Acho que eles podiam ter um trabalho melhor de descrição das obras. Só a Monalisa, a Vênus e a Vitória têm legendas explicativas em francês, inglês e espanhol. O resto das obras tinha só nome, idade, local, essas coisas básicas. Quer dizer, uma coisa que achei legal foi um quadro gigante ensinando a ler hieróglifos. Não exatamente, mas ajudava a entender como eles escreviam e como os símbolos adquiriam sentido. Visitas guiadas devem ser interessantíssimas... Eu mesma peguei carona em duas hehe
Por falar niss, por 5 euros você pode alugar a "visita do código da Vinci". Um walk man com um passeio temático narrado pelo Jean Reno, relacionando tudo ao livro... Espertinhos...
Chegou uma hora em que cansamos mesmo. Resolvemos fazer um tour relâmpago, passando pelas obras mais famosas.
Tendo eliminado o Louvre da lista de afazeres, resolvemos almoçar. Olha, peregrinamos mais um pouco. Além de náo achar lugar barato e legal, a dani entrou numa de procurar um lugar que vendesse café. Mas os preços estavam a 4 euros. E isso era caro demais pra ela. Andamos tanto... tanto... que dava pra ter visto tudo que vimos no Louvre de novo. E não achamos café nenhum. Por fim decidimos comer no mesmo lugar do dia anterior. Mas... estava passando jogo de rugby, entáo tinha um monte daqueles trogloditas, lembram? Fomos pro restaurantezinho do lado. Dessa vez, náo quis arriscar. Pedi um spaguetti bolognesa. Hehe.
Estávamos degustando nosso almoço, quando começamos a ouvir um TUNTZ TUNTZ TUNTZ... E a rua estava cheia, começou a ficar mais... Dali a pouco, EEEEEEEEEEE e mais TUNTZ TUNTZ TUNTZ e pessoas pra todos os lados... Fomos descobrir que estava tendo uma parada em homenagem à música eletrônica. Combina bem com o programa da manhã... Só um pessoal super normal, mas estávamos cansadas demais para nos juntarmos... Acabamos indo pra casa do Benja. Foi chegar e apagar. Isso às seis da tarde.
Ao acordarmos, tentamos fazer compras, mas as coisas sào difíceis por aqui... tudo fecha cedo, 20h já está tudo fechado!!!

E eu nem contei a melhor parte do dia... Quando a Dani foi buscar a chefe na estação, veio me acordar e perguntar: "O gato tá querendo sair... Eu deixo?" E eu, que nunca acordo, achei isso uma boa idéia. Passamos o nosso dia, felizes e contentes (ou nem tanto...). Ao voltar, nada do gato. Dali a pouco, ouvimos um miado pela janela. Opa, ele voltou! Foi lá a Dani abrir o portão de baixo pro gato. Segundos depois, eu a ouço pelas escadas: "Sobe, gato, anda..." Quando eu vou olhar, ela tá lá dando um apoio moral pro gato hesitante subir pro apê. E eu notando que tinha algo errado... O gato do Benja tinha as patinhas brancas... "Dani, esse gato é outro! Num é o gato daqui náo!" Ela entrou, trancamos o gato do lado de fora... Mas quem disse que ele ia embora? Abri a porta pra checar... Tava lá o gato, fazendo Hsssst pra mim... >_< Fingimos que náo era com a gente e largamos o pobre lá, porque estávamos com medo de que ele nos atacasse! Até que a brava Nicola, a chefe da Dani, nos salvou, abriu a porta de baixo pro gato e ele se foi... Agora, pergunta se o gato de verdade voltou?

sábado, 15 de setembro de 2007

Jux Adventures presents: Jux in Europe - part 1 - Paris

Cruzando fronteiras

Dia 13.09.07 - Paris - Casa do Benja

Hoje foi um dia dificil. Além de ter andado praticamente todo o centro de Paris, os problemas de linguas se fizeram mais presentes. Comi uma pizza de aliche com alcaparras e nem gosto, porque pensei que era presunto... Mas o resto estava bom, né.
Hoje foi dia de visitar a torre Eiffel. Beeeem mais bonita do que eu esperava (ta, eu esperava um monte de ferro feio e mixuruca. Eh bem imponente, ou entao eu me deixei levar pelo mito... De la, fomos andando até o Rio Sena, pertinho.
Atravessamos e andamos no calor do alto verao parisiense (nossa, isso soou muito mais interessante...). Aqui é um lugar muito agradavel, super arborizado...
O mais legal é que é plano e as estruturas sao enormes! Tudo é muito deslumbrante.
Mas do Sena, ajudada pelo meu poderoso e inseparavel mapa das ruas de Paris, andamos até o louvre, pra encontrar a Audrey e pegar a chave do ape do Benja. Explico. No dia do meu voo, consegui um lugar gratis pra ficar, graças ao meu namorado! Entao estava tentando pegar a chave pra me dar bem. Entao; Louvre. Passei ao lado e ja fiquei boquiaberta. Ate evitei olhar muito, pra nao ficar muito deslumbrada. Amanha iremos la.
Conseguimos a chave e finalmente fomos almoçar, ja la pras 2 da tarde. Resolvemos, depois da decepçao do aliche, conhecer o tal ape do Benja. E o Benja, atraves das fotos no ape. Com climao de Ipanema e uma vizinhança estranha, que exalava um aroma estranho, achamos a mina de ouro! Um laptop e internet! Quase nao conseguimos sair de novo... Mas nao so saimos, como fomos ousadas e demos calote no metro!!
Como ja tinhamos ganho o dia com esse calote, fomos pagar de turistas. Arco do Triunfo, descemos a Champs-Elysees e voltamos ao albergue para pegar as malas e levar pra casa do Benja.
Trouxemos tudo pro ape, so deixamos uma coisa do lado de fora: o gato do Benja. O bicho gosta de sair, deve ter saido quando a Audrey (amiga que vem alimenta-lo) saiu e ao entrou mais. Do alto da minha perspicacia, ao ver raçao no pote, casinha de transporte, areia, imaginei que houvesse um gato. Mas devia ter ido pro Brasil com o Benja. Que nada, era exatamente o ogato chato que ficou miando enquanto estavamos aqui, ouvindo la da rua. Quando voltamos com as malas, o gato pulou da moita miando, subiu as escadas nos guiando e a gente se perguntando que raio de gato era aquele... Quando abrimos a porta e ele foi direto pro pote de raçao, desistimos. "Ah, deve ser do cara mesmo..." No fim, acabou que o gato porcao que estava na moita acabou dormindo na cama comigo...

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Jux Adventures presents: Jux in Europe - part 1

Acima das nuvens e além

Dia 13.09.07 - Paris - Aloha hostel

Acho que a parte mais interessante do dia foi o povo aplaudindo quando o avião parou. O voo foi tranquilo, mas tudo o que disseram é verdade: classe economica é um horror. E olha que não sentou ninguém do meu lado, então pude me esticar. Vi filminhos, pouca turbulencia (soh teve mesmo quando fomos atravessar a "camada estufa", a nuvem de poluição) jà em Paris. E o mais bonitinho: o avião parando e, do lado, uma famìlia de lebres... nhoooo! Nessa hora, bateu o medo. Ninguém vai falar ingles, vão todos me odiar, bateu o desespero... Aì, primeira tentativa de contato com os nativos, ainda no aeroporto, atendente que fala ingles. A mulher da imigração fala alemão comigo. O cara que vende cartão telefonico arranha no portugues! Oras... Ate a hora em que peguei o trem e o condutor falou sei la o que em francês. Ai eu gelei... So entendi o "...até Paris". Até Paris o que? Não vai ,ais até Paris? Ja era... Mas o que eu ia fazer? Fiquei! Sentada, com uma mochila GIGANTE, ocupando quase dois lugares. Mas quem disse que os franceses ligam? Me espremeram no canto e pronto! Mas pra eu sair, me vinguei... Todo mundo teve que levantar, uma empurrava minha mochila, outro puxava... Isso tudo e eu nem sabia falar "Com licença?" E depois fiquei com vergonha de falar "Merci"... até entao, todos os franceses muito solìcitos, a unica mal educada era eu. Alias, observaçao do cara do Hostel, ao ver minha foto do passaporte: "Nossa, foto muito seria para uma brasileira!"
Fiquei batendo papo com o cara da recepçao por um tempao. Um frances chamado Rashid, namorava uma brasileira. Foi com ele a primeira gafe da viagem. Vira ele e fala: "Hm, agora posso tomar meu café da manha" (às 8 da noite). Diante da minha cara de "Hein?", ele pergunta: "Ta ouvindo isso?" Eu, muito perspicaz, noto vozes saindo de uma caixa de som. "Essa musiquinha? Uhum." Ao que Rashid responde:"Nao é musiquinha. Ha-ha. Para um muçulmano isso é o momento em que ele pode terminar o jejum." >_<
Nossa, e a melhor: Paris esta cheia de hooligans trogloditas. A cidade esta sendo a sede do campeonato mundial de rugby! O Hostel esta cheio de torcedores. Eu tava descendo a escada, fui parada por dois caras que queriam porque queriam me convencer a torcer pra Africa do Sul. Acabaram conseguindo; eventualmente, porque eu ja nao aguentava mais os malas.
Agora eu estava pensando em andar ate a Torre Eiffel, aqui do lado, mas estou com sono demais... Vou dormir mesmo, depois do meu maravilhoso miojo de jantar.
Melhor noticia: nao vou ter que pagar Hostel, consegui um apartamento vazio do amigo do meu namorado! UHU!
E caraca, ja conheci dois brasileiros! Que praga!